DNA IllustrationA Rede Brasileira de Câncer Hereditário (ReBraCH) e a revista Genetics and Molecular Biology publicaram, recentemente, um fascículo especial sobre oncogenética. Os artigos têm acesso livre e estão indexados no Pubmed.

Acesse os artigos sobre câncer hereditário aqui.

Pesquisas desenvolvidas no Brasil são objeto de alguns dos textos, como “Rearranjos de BRCA1 e BRCA2 em indivíduos brasileiros com Síndrome Hereditária do Câncer de Mama e Ovário”, “Prevalência de manchas ‘café com leite’ em crianças com tumores sólidos” e “Seleção de mutações germinativas BRCA1, BRCA2, TP53 e CHEK2 em famílias com risco de câncer de mama hereditário identificadas em um estudo populacional do Sul do Brasil”.

Outros estudos realizados em nosso país e publicados neste número especial são “Pacientes com câncer de mama de início precoce no Sul e Sudeste do Brasil devem ser testados para a mutação TP53 p.R337H” e “Comparação de múltiplos métodos de genotipagem para a identificação da mutação fundadora predisponente ao câncer p.R337H em TP53”.

Além disso, dois dos artigos discutem o sequenciamento de nova geração (NGS): um sobre perspectivas na avaliação hereditária do risco de câncer e o segundo a respeito  de CDH1 em pacientes com câncer gástrico do norte do Brasil identificada a partir desta técnica.

História e perspectiva sobre a pesquisa em câncer hereditário

A publicação especial do periódico Genetics and Molecular Biology traz os aspectos históricos da ReBraCH e comenta os desafios para a oncogenética no Sistema Único de Saúde (SUS) e na saúde suplementar no Brasil. O desenvolvimento do estudo do câncer hereditário na América do Sul também é um dos destaques. Por fim, o leitor pode conhecer a experiência do Hospital de Câncer de Barretos e seu serviço de oncogenética no atendimento ao SUS.

Fundada em 2005, a Rede Brasileira de Câncer Hereditário tem como objetivos desenvolver estudos e promover boas práticas em oncogenética. Segundo a médica geneticista Patrícia Ashton-Prolla, coordenadora da Rede, desde 2013, e também integrante da equipe de genética e câncer do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, entre 10% e 20% dos casos de câncer têm origem hereditária. “Nosso empenho é descobrir quais, enfocando a prevenção”, explica. “Por isso, a ReBraCH faz um intenso trabalho de divulgação entre os colegas e de treinamento com os médicos residentes no sentido de reconhecer os casos suspeitos”, completa a pesquisadora.

Outra frente de atuação da Rede, segundo ela, é ampliar o acesso de pacientes em risco aos testes de DNA para investigar câncer hereditário nos sistemas de saúde público e privado.

Onze instituições integram a Rede Brasileira de Câncer Hereditário, todas elas ligadas integralmente ou em parte ao Sistema Único de Saúde:

  1. Instituto Nacional de Câncer (Inca) – RJ
  2. A. C. Camargo Cancer Center – SP
  3. Hospital de Câncer de Barretos – SP
  4. Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) – SP
  5. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP – SP
  6. Hospital Universitário João de Barros Barreto e Universidade Federal do Pará (UFPA) – PA
  7. Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos e Universidade Federal da Bahia (HC-UFBA) – BA
  8. Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória – HINSG – ES
  9. Instituto Fernandes Figueira – Fiocruz – RJ
  10. Hospital Universitário Gaffrée Guinle, da Unirio – RJ
  11. Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) – RS

Os oncologistas que quiserem saber mais sobre a ReBraCH ou precisarem tirar dúvidas sobre oncogenética podem escrever para o e-mail l-oncogenetica@hcpa.edu.br.