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É verdade que primos, quando casam, podem enfrentar problemas ao gerar filhos?

Médicos geneticista explica como é possível investigar a consanguinidade

Primos que casam, ou pessoas que não sabiam que eram parentes, casam e têm filhos. O medo de que a criança nasça com alguma deformação é grande, mas nem sempre existe risco de que isso ocorra. O médico geneticista da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM), Hector Yuri Conti Wanderley, explica que, se ambos pais tiverem o mesmo gene defeituoso, há uma maior chance de ter um filho com uma condição genética.
 
- A forma mais comum de relacionamento consanguíneo é entre primos e, em algumas sociedades e culturas, pode representar uma proporção significativa dos casamentos. Qual é o risco empírico de um casal consanguíneo ter um filho ou filha com alguma doença genética? Se os pais não são aparentados, a chance de ter uma criança com defeito congênito ou deficiência intelectual gira em torno de 2% e 3% a cada gestação. Se os pais são primos, a chance é um pouco maior, gira em torno de 5% e 6%. Isto ocorre devido ao aumento da chance de ambos terem uma mesma mutação autossômica recessiva, presente na família – destaca.
 
Em geral, quando os pais são consanguíneos, eles não têm maiores chances de ter uma criança com condições genéticas. No entanto, haverá uma maior probabilidade de uma criança apresentar condições que são devidas a herança complexa, nessas situações uma série de genes diferentes agem em conjunto ou há uma interação entre genes e o meio ambiente. São exemplos de condições que podem se apresentar com padrão de herança complexa a espinha bífida, a fenda labial e algumas formas de doença cardíaca congênita.
 
O médico alerta que é importante que os casais consanguíneos, que estão planejando um filho, busquem aconselhamento genético com um especialista em genética médica.
 
- Alguns relacionamentos são mais complexos, envolvendo várias gerações onde os pais estão intimamente relacionados. O conhecimento especializado do médico geneticista ao realizar o aconselhamento genético é fundamental para estimar qualquer possível impacto no risco do casal e propor o manejo adequado – relata.
 
Conti Wanderley explica que a ferramenta mais simples e abrangente utilizada no aconselhamento genético para casais consanguíneos é obter uma história familiar médica por meio de um heredograma que cobre de três a quatro gerações. Quando uma condição genética conhecida ou suspeita é identificada em um feto ou recém-nascido de uma união consanguínea, a avaliação genética pode também ser aprimorada.
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